sexta-feira

o rio da minha aldeia

Ontem eu era todas as palavras não ditas.
Agora sou esta varanda imensa.
De minhas janelas vê-se o rio,
poderia ser o Tejo mas é o Upaperi.
Meus parapeitos ornados de confiança e imburana,
me dão ares de anfitriã e eu saboreio isso.
Gosto do papel de guiar os que chegam,
desdobrar os tapetes, acolchoar os descansos,
e ser a noite inteira regozijo.
Dizem que sou a seresta das noites do sertão
e eu que nada modesta, concordo...

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