sábado

liberta em ventanias plenas

Ao deitar-me nessa réstia de verão,
minhas mãos descansam em meu púbis,
quietas. O colchão sabe melhor que ninguém:
Cecília Munõz sobre mim.
Vestida de pensamentos efervescentes,
ela se humaniza no passo a passo da espera,
à medida exata de caber-me.
Sou a iminência do atiçar fogo,
a paz conquistada no disparo do verbo.
Desdigo-me da mea culpa.
Estou liberta em ventanias plenas.

Um comentário:

vai-vém