domingo

a insônia

Rios me rasgam sóis.
grutas gritam-me: goza!
aguardo o trotar do trovador
nas vastas planíceis - o interim da rosa.
O tempo é o descompasso do amor,
O amor: afago ardente na alma.
Quem dorme com o corpo a uivar?
Como calar a voz da carne?
Abasteça-me com tua ânisa ávida!
Sou feita de pedra vulcânica,
tua escultura cálida.

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